quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

FELIZ 2013


Para 2013, recomendamos a seguinte receita de Ano Novo:
“Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris ou da cor da sua paz;
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido);
Para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
 mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior); novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas, nem parvamente acreditar que, por decreto de esperança, a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade,
 recompensa, justiça entre os homens e as nações,  liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.” (Carlos Drummond de Andrade)
SUCESSO!

São os votos do MOVIMENTO DAS COMUNIDADES NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA
COORDENAÇÃO BELÉM PARÁ.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

ANO LITÚRGICO


O ano litúrgico da Igreja Católica inicia e termina quatro semanas antes do Natal. Compõem-se de dois grandes ciclos: o Natal e a Páscoa.

O Natal tem um tempo de preparação que se chama: Advento; o tempo de preparação da Pásscoa, chama-se Quaresma. Ao lado do Natal e da Páscoa está o período chamado Tempo Comum.



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

RETIRO: UMA GRAÇA QUE RECEBEMOS DE DEUS

O Retiro é um tempo privilegiado para acolher o dom de Deus e deixá-lo agir em nossa vida. Através de uma vontade livre e esclarecida poderemos silenciar para ouvir a sua voz, e com amor, cumpri-la.
Para fazer bem o Retiro são necessários três elementos:
A força criadora do Espírito de Deus que não falha. Eis a verdade fundamental sobre a eficácia do Retiro, a seta que traça a única direção verdadeira. O Retiro, antes de mais nada, quer colocar a pessoa em sintonia com o Espírito de Deus.
A boa disposição do Retirante. Sua liberdade interior. Sua docilidade generosa para abrir-se ás inspirações de Deus, aceitar e agradecer livremente sua graça.
A ação discreta e humilde de um orientador espiritual.
Facilitar, acatar e impulsionar à GRAÇA de DEUS em nós e dar abertura para que sejamos conduzidos pelo Espírito Santo, é indispensável para a eficácia do retiro. Neste sentido, com espírito de humildade, de entrega e de partilha, devemos seguir estritamente a metodologia que nos é proposta no retiro, ou seja, realizar um conjunto de iniciativas: orações pessoais, orações comunitárias, exames de consciência e intensa participação na liturgia sacramental, para que o retiro seja um tempo exclusivo de graça e fé.
O Retiro é uma Graça, um dom de Deus. É a chance que se tem num momento oportuno e que não volta mais da mesma maneira.
Toda a vida espiritual da pessoa, isto é, o modo de se deixar embeber e guiar-se pelo Espírito, está continuamente envolvida pela graça, desenvolve-se no âmbito da graça antecipada, no chamamento eficaz de Deus.
Não há método capaz de atingir a perfeição espiritual. Nosso empenho, todavia, é indispensável para criar o clima e a atmosfera nos quais o Espírito Santo possa agir livremente.
Deus não depende da força humana, palavra e ação, para realizar a obra de sua graça. E a fraqueza humana não impede Deus de a realizar. Deus realiza a sua redenção sem depender de qualidades humanas, embora as utilize e absorva. Deus não dispensa os nossos passos. A luta da pessoa é necessária. Ele aguarda a nossa iniciativa. Precisamos desenvolver, portanto, hábitos mentais e de comportamento que mais favoreçam a ação da graça.
É a graça que faz a pessoa colocar-se na busca de Deus, dizer sim a Ele. É a graça que suscita a resposta afirmativa, transforma a liberdade e a vontade, orientando-as para o bem. É a graça, amor de Deus, que a conduz à salvação, libertando-a de sua oposição ao que vem de Deus.
O retiro é composto de três etapas distintas, mas inter-relacionadas e complementares; a ESCUTA, a REFLEXÃO e a conseqüente e renovada CONVERSÃO, ou seja, a passagem de uma vida autocêntrica para uma vida centrada em DEUS.
Cada um precisa dispor-se a mobilizar interiormente a sua vontade, não oferecer resistência, não recusar, não rejeitar, desejar sempre através de perseverante exercício da fé, afinal, QUERER, significa otimizar as oportunidades da GRAÇA, para participar e viver cada retiro. Portanto, o retiro requer de nós uma permanente mobilização, abertos a graça de Deus e numa incansável vigília.
Fala, Senhor, que o teu servo escuta, (1Sm 3,10).
Escutar para exercitar. A escuta de Deus nos recria quando se passa à prática.Para o alcance de tão desejável meta é necessário esforço e através do dom de Deus, de encontrar os meios que levam a este fim. O SILÊNCIO no retiro é de fundamental importância, para que se faça uma viagem por dentro, viagem introspectiva. Reconhecer e reencontrar a própria intimidade.
Quem foge do silêncio, foge do Mistério, que é Deus. No silêncio mergulhamos na intimidade com o Senhor. Ele é o dono da vinha e da messe. É ele quem faz a semente crescer. É ele quem marca os ritmos. Na intimidade com o Senhor apreendem-se os segredos do Reino e se aprofunda no plano de salvação de Deus.
Cercados de barulho, não se consegue, de modo conveniente, a disponibilidade psicológica e a paz interior necessárias à oração, à contemplação, ao encontro com o mais íntimo de nós mesmos.
O convite de Jesus aos discípulos tem, aqui, plena valia: “Ao cair da tarde, naquele dia, disse-lhes Jesus: passemos para a outra margem” (Mc 4,35). O Retiro é o tempo de passar para a outra margem. Movimentar-se de fora para dentro. Deslocar a atenção e os pensamentos do exterior para o interior. Entrar em si mesmo. Na interioridade da pessoa mora a verdade porque, como diz Santo Agostinho, Deus nos é mais íntimo do que o nosso próprio interior. Ele brota das fontes mais profundas da pessoa.
Fazer bem o Retiro é dom gratuito de Deus, acolhido com simplicidade e cultivado com liberdade interior em terra boa, assimilado e multiplicado na fidelidade ativa e criadora em cada dia do Retiro. Não basta, pois participar só no PRIMEIRO DIA, nem no último, mas em TODOS os dias e em cada um deles manter-se incansavelmente com a lâmpada acesa, sem atitude rotineira e com empenho sempre renovado.
É necessário esforço, tenacidade, disciplina, para acolher, assimilar, cultivar e multiplicar o dom de Deus em nós, em TODOS os dias do retiro, com incansável constância.
Para FAZER BEM o RETIRO, que é uma GRAÇA, é indispensável ter um coração que escuta. Estar ligado. Captar, identificar e agarrar a sua hora, a hora de sua bem-aventurança. É Deus quem marca esta hora. Mas o acolhimento se dá no interior do coração de cada Retirante.
A dureza, a surdez do coração, a insensibilidade espiritual, a auto-suficiência e, sobretudo, a desconfiança do amor fiel de Deus, tornam vão o Retiro.
O retiro é tempo da visita de Deus e Deus nunca vem de mãos vazias.


Fonte: Querer Fazer Bem o Retiro – Pe Marcos de Lima, SDB – Ed. Loyola